Psicologias Desobedientes
Coordenador :
VERONICA TORRES GURGEL
Ano:
2026
Edital:
Edital Proex 04 de 2024
Protocolo:
2196.1.2025
Departamento/Setor:
GSI
Área Temática :
Direitos Humanos e Justiça
ODS:
REDUCAO DESIGUALDADES,IGUALDADE GENERO,IGUALDADE ETNICO RACIAL
Tipo:
Eventos
Publico Alvo :
Público interno e externo à UFF - Previsão: 160
Redes sociais:
midias_sociais
Objetivo
Objetivo Geral Promover um espaço de reflexão crítica sobre o papel histórico da Psicologia como dispositivo de controle social fomentando o debate sobre a urgência de uma práxis psicológica descolonial e desobediente frente às normas que colonizam subjetividades corpos e territórios Objetivos Específicos Analisar a captura institucional da Psicologia Identificar e discutir como a Psicologia hegemônica tem operado historicamente na normatização e no ajustamento de desejos e corporalidades fundamentandose nos conceitos de poder e controle em Foucault Visibilizar experiências de resistência e insurgência Compartilhar práticas psicológicas contemporâneas que desafiam os lugares instituídos de poder com foco especial nas interseccionalidades de raça gênero sexualidade e território Provocar a construção de um novo ethos profissional Estimular o público participante a formular estratégias éticas e políticas na atuação profissional compreendendo a descolonização como um compromisso contínuo e indissociável da prática psicológica
Resumo
quotPrimeiro é nunca matar Segundo jamais ferir Terceiro estar sempre atento Quarto sempre se unir Quinto desobediência às ordens de sua excelência que podem nos destruirquot Cantata Pra Alagamar 1970 Historicamente a Psicologia vem sendo capturada a operar enquanto dispositivo de ordenamento normatização e ajustamento de subjetividades em seus desejos pensamentos e corporalidades Esta captura convoca a Psicologia hegemônica a um movimento de obediência a determinados imperativos pautados na norma na moral em uma política de controle dos corpos Na direção da famigerada frase de Foucault que anuncia que onde há poder há resistência insurgem experiências de resistência de psicólogasesos e Psicologias que desafiam os lugares instituídos de poder e colonização das subjetividades em seus tentáculos de raça gênero e sexualidades corpo território Estas experiências nos fazem movimentar questionamentos Pode a Psicologia desobedecer A quais ordenamentos a Psicologia pode desobedecer Qual a urgência da desobediência na Psicologia Por que cocriar subjetividades corpos inconscientes territórios que desobedecem Mais do que respostas concretas e objetivas estas perguntas movimentam a criação de outro ethos para a Psicologia em face da necessidade de convocar a descolonização a ser uma práxis contínua e não apenas um lema Descolonizar como práxis intrinsecamente articulada com movimentos de desobediência da norma da forma da moral Afinal não há como descolonizar sem desobedecer