Coordenador : Lucí Faria Pinheiro
Ano: 2021
Publico Alvo : - Docentes, discentes e pesquisadores de graduação e pós-graduação de diferentes áreas como política social, serviço social, comunicação, direito, ciências sociais, sociologia do trabalho. - Ativistas de movimentos sociais e organizações não governamentais que atuem na área. - Agentes públicos e gestores públicos.
Local de atuação: SSN
Resumo
Há 130 anos tivemos a Abolição da Escravatura oficial no Brasil. No entanto, ainda persistem antigas práticas utilizadas como condições necessárias à acumulação do capital. Esta está baseada na exploração extensiva e/ou intensiva da força de trabalho para o aumento do lucro, principalmente nas relações de dominação e de poder sobre aqueles que não detêm os meios de produção desde o início da colonização brasileira. Baseado em um desenvolvimento econômico periférico dependente do capital internacional, temos um país extremamente desigual que empurra boa parte de sua população em situação de vulnerabilidade social a aceitar qualquer trabalho, resultando em diferentes formas de escravidão contemporânea, previsto no art. 149 do Código Penal Brasileiro (CPB). Uma forma de dar visibilidade e atender às demandas da sociedade é utilizar os meios de comunicação como ferramentas de transformação social e promoção de cidadania, por meio da realização de ações que vão desde a criação de projetos, campanhas educativas e atendimento a pessoas no território. No entanto, apesar de esforços e pequenos avanços na esfera pública cabem as perguntas: o trabalho (realmente) dignifica as pessoas? Como pensar novas relações de trabalho a partir do cenário de quase 13 milhões de pessoas desempregadas, segundo o IBGE 2021 e do avanço do neoliberalismo no Brasil? A partir de uma pesquisa de doutorado, propomos este projeto de extensão, visando aprofundar o tema Capitalismo, Trabalho Escravo Contemporâneo e Comunicação em Rede com pesquisadores e ativistas e, ao mesmo tempo, proporcionar um diálogo com movimentos sociais e a comunidade interessada.