Coordenador : Rossana Brandão Tavares
Ano: 2021
Publico Alvo : Público-Alvo O Escritório Modelo EMPAZ irá trabalhar promovendo pesquisas e ações, atividades e investigações, em variados espaços. Tanto dentro da UFF quanto fora, nos espaços de nossos parceiros, sejam eles de movimentos sociais, de grupos comunitários, de instituições governamentais, de ONGs/OSCIPs, entre outros. Sendo assim, podemos dividir o público-alvo da seguinte forma: Corpos discente, docente, técnico-administrativo e terceirizado da Universidade: de caráter transdisciplinar, buscando a participação de outros cursos além da Arquitetura e Urbanismo, e de forma horizontal e democrática, as atividades realizadas internamente na UFF, atualmente de forma digital/online. Estes participantes poderão realizar tanto trabalhos administrativos e de grupos de trabalho, fazendo parte do Escritório Modelo fixamente, quanto trabalhos mais pontuais, em debates e cine-debates, rodas de conversa, palestras com convidados, grupos de leitura e pesquisa no Laboratório de Práticas Urbanas (LaPUr), ou oficinas práticas remotas Além disso, estes também poderão participar das atividades com grupos externos à UFF, porém dando preferência ao grupo alvo no processo participativo. Corpos de movimentos sociais: pessoas que estão à frente nos movimentos por garantia de direitos básicos e por políticas públicas democráticas e de qualidade, todos aqueles como os da luta por terra, por moradia, por cidade, por educação e por saúde, etc. De forma a dar materialidade à principal característica do ensino-pesquisa-extensão, que é a troca de saberes entre a academia e a sociedade, esse grupo alvo é de grande importância na articulação dessa troca, dentro dos movimentos sociais, das associações de moradores, gerando cada vez mais conhecimento, e fortalecendo cada vez mais essas lutas e movimentos. Poderão fomentar atividades internas ou externas à UFF, atualmente apenas de forma remota. Corpos de grupos comunitários: grupos e associações de moradores, famílias ou moradores de comunidades, ocupações, que demandam questões de habitação e/ou urbanismo, mas não têm acesso ao arquiteto-urbanista; podendo organizar, em conjunto, projetos e ações em espaços públicos, como ruas ou praças, e também em edificações e ambientes internos. É o principal grupo alvo do programa, pelo caráter de assessoria técnica e de capacitação no projeto, tendo o nosso objetivo não apenas realizar trabalhos coletivos que promovam a melhoria em ambientes, mas de impulsionar a troca de saberes, aprender e ensinar juntos. Corpos estudantil, pedagógico e administrativo de Instituições Públicas Governamentais (Municipais, Estaduais ou Federais) de Ensino: tais como em creches e escolas públicas, esse grupo-alvo é de grande importância no trabalho do EMPAZ. O primeiro contato se daria, inicialmente, com os corpos pedagógico e administrativo. Então depois, através de metodologias específicas, trazer as crianças para participar de conversas e intervenções, no intuito de propiciar, em atividades lúdicas, uma melhoria no espaço interno ou externo da escola ou creche, estimulando também o sentimento de pertencimento com o lugar. Corpos administrativos, profissionais e pacientes de Instituições Públicas Governamentais (Municipais, Estaduais ou Federais) de Saúde: assim como nas Instituições Públicas de Ensino, que na sua maioria encontra-se em estado físico degradado e com poucos recursos, entende-se que, em muitos dos hospitais públicos, a realidade não é diferente. Por isso, estende-se a atuação do EMPAZ para possíveis trabalhos que nesses espaços, seja em conjunto aos profissionais da saúde e administrativos, ou juntamente aos pacientes internados, através de atividades e intervenções, e que possam trazer melhores condições. Corpos de Organizações Não Governamentais (ONGs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) todos os coletivos, grupos, ONGs, OSCIPs, com intenções similares ao EMPAZ, que se alinham com os princípios e diretrizes de um Escritório Modelo FeNEA, poderão atuar em parceria e em trabalhos diversos, fomentando ainda mais o intercâmbio de conhecimento, a troca de saberes e a reprodução de um produto coletivo, democrático e de alto poder transformador. Juntos somos mais fortes.
Local de atuação: TUR
Resumo
O projeto visa estabelecer a construção de debates, sínteses e propostas extensionistas num contexto COVID-19 e pós COVID-19 com vistas à construção crítica do Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo da UFF, EMPAZ. O objetivo é a manutenção da formação acadêmica extensionista, através de leituras e debates públicos online que são precedidos pela formulação de temáticas e abordagens pelo grupo de estudantes mobilizados e a serem mobilizados, assim como com organizações e coletivos parceiros que lutam pelo direito à cidade. Além das trocas em reuniões em linha, através de lives e podcasts, busca-se mobilizar e ampliar a participação e protagonização de diversos grupos, como por exemplo: ocupações, movimentos de luta pela moradia, grupos e organizações auto-gestionárias, associações de moradores, e outros Escritórios Modelos de Arquitetura e Urbanismo. Além disso, a proposta extensionista terá como resultado um material didático-educativo que alcance um aprendizado representativo, para além dos muros da universidade, diante das diferentes e desiguais experiências sociais e urbanas radicalizadas pela pandemia. Pretende-se construir um diálogo como um caminho inclusivo de reposicionamento e de produção do pensamento crítico acerca das problemáticas urbanas que parecem estar consensuadas, mas que os conflitos sociais neste contexto excepcional revelam o contrário: habitação, saneamento, mobilidade, infraestruturas, etc. A troca de saberes entre o âmbito acadêmico e o conhecimento popular é o principal foco das atividades do projeto para atingir os resultados do projeto para criar subsídios metodológicos e referenciais para futuros projetos extensionistas, visando a redução da precariedade e da melhoria da qualidade de vida urbana.