Coordenador : Kleber Santos de Mendonça
Ano: 2021
Publico Alvo : Os principais públicos-alvos atendidos pela ação serão: - Jovens cumprindo medidas socioeducativas no CRIAAD de Niterói; - Estudantes de Graduação da UFF que poderão exercitar os conteúdos práticos e teóricos de suas capacitações em um ambiente complexo e rico de aprendizados; - Jovens moradores das comunidades de origem dos jovens socioeducandos do CRIAAD; - Familiares dos jovens socioeducandos que também participarão das ações; - Jovens que já cumpriram suas medidas e que se encontram em fase de reconstrução das suas trajetórias pessoais.
Local de atuação: GEC
Resumo
A ação acontece também no âmbito do Edital PDPA UFF/Prefeitura de Niterói, O projeto propõe uma intervenção social visando reduzir a reincidência da criminalidade juvenil em dois grupos: jovens autores de atos infracionais que cumprem medidas socioeducativas no CRIAAD/Niterói e egressos do sistema socioeducativo que vivenciam processos contínuos de exposição à violência em comunidades do município. Atendendo o Plano Estratégico Niterói que Queremos e as ODS da Agenda 2030, busca-se diminuir o impacto da sociabilidade violenta em jovens em vulnerabilidade socioeconômica. Mobilizaremos experiências anteriores de nossa atuação em favelas, escolas periféricas e unidades prisionais, onde constatamos, nesses jovens, dificuldade de articulação da relação causal/temporal presente-passado-futuro. Tais cenários, propícios para práticas pouco autoconscientes, revelam que adolescentes acometidos por experiências violentas tendem a agir de modo intempestivo, desarticulado e com pouca capacidade de autonomia. Serão 5 conjuntos de ações: 1) Aproximação e diagnóstico dos jovens que cumprem medidas socioeducativas no CRIAAD/Niterói; 2) Registro audiovisual de trajetória de vida, desses jovens com vistas à sua análise posterior; 3) Dinâmicas e atividades lúdicas vinculativas, de autoconsciência e expressão; 4) Escuta, autoexame e conformação de projeto de vida, baseado na ideia de empreendimento de si que rompa com a lógica de destino violento e compulsório; 5) Atividades que tornem os jovens multiplicadores da ação nas comunidades. Usaremos ferramentas de comunicação e cultura como instrumentos para romper o ciclo violento e a profecia autorrealizável, pela qual esses jovens se tornam criminosos por não terem alternativas de transformação de suas vidas.