Coordenador : Ana Cabral Rodrigues
Ano: 2021
Publico Alvo : O projeto tem por público alvo direto coletivos culturais e minorias que costumam estar apartadas geográfica e imaginariamente dos aparelhos culturais das cidades e que encarnam aspectos fundamentais da luta pelo direito à cidade e direitos culturais. Assim tb tem-se como alvo usuários dos territórios culturais, trabalhadores do setor da cultura e interfaces (como educação, saúde mental e assistência). No que se refere à população atingida através da Ocupação Dom Waldyr, conta-se com mais de 55 famílias. A estimativa de público total presente neste projeto toma por base contagens aproximadas das oficinas já realizadas e dados da secretaria de cultura.
Local de atuação: VPS
Resumo
As Oficinas de Montagem configuram um projeto de promoção do direito à cidade por uma tecnologia social baseada no dispositivo dialógico de ocupação urbana desenvolvido na intersecção entre este projeto e trabalhos do grupo de Pesquisa em Desutilidades Urbanas (Psi-UFF-VR/ PPG-Psi/UFF). Opera-se por estratégias estético-performáticas em torno de um tabuleiro feito de pano que convida a uma troca de saberes por diferentes territórios culturais e junto a coletivos minoritários de Volta Redonda e Niterói – em especial atenção às infâncias em ocupações urbanas. No atual momento de pandemia, o projeto dá seguimento à utilização do dispositivo, porém, adequando-o a estratégias remotas. O dispositivo faz ver e falar composições e tensionamentos através dos diversos modos de viver, habitar, significar territorialidades urbanas – tomando-os enquanto modos de disputar cidade. Constitui-se, pois, um dispositivo de narratividade, ou ainda, efetiva-se um território de passagem no qual histórias silenciadas por inúmeras práticas de violência cotidianas podem encontrar no outro o reconhecimento enquanto histórias a serem ouvidas. As oficinas oferecem, tanto aos pesquisadores quanto aos coletivos, subsídios conceituais-corporais construídos coletivamente que podem efetivamente sustentar algo indispensável na consecução do direito à cidade: a liberdade de refazermos aquilo que nos inventamos ser ao mesmo passo que reinventamos as cidades. O projeto incide nos debates em torno do direito à cidade e mostra-se inovador ao realizar-se a partir de um trabalho de construção metodológica, de produção de conhecimento COM a comunidade, e, sobretudo, por trazer esse campo para um espaço limiar entre cidade e subjetividade.