Coordenador : Marília Etienne Arreguy
Ano: 2021
Publico Alvo : Estudantes de graduação e pós-graduação da UFF, educadores do COLUNI, comunidade acadêmica da UFF, eventualmente, educadores da rede pública de ensino e educadores desempregados, em contrato precário ou em situação de voluntariado.
Local de atuação: SFP
Resumo
O projeto Gato em teto de zinco quente, filiado ao Grupo Alteridade Psicanálise e Educação / GAP(E) - se volta para as grandes dificuldades psíquicas apresentadas por estudantes e egressos da UFF, e, também, por educadores do COLUNI e, eventualmente, da rede pública. Há uma demanda crescente de apoio aos estudantes e professores que enfrentam diariamente um cotidiano de violências e vulnerabilidades, que se acentuaram com a pandemia de COVID-19. Ao longo dos últimos anos, se faz evidente em nossas práticas de ensino, pesquisa e extensão, essa demanda por ajuda psicológica advinda da comunidade acadêmica da UFF e da rede básica de ensino. Esse pedido de ajuda também advém dos professores, psicólogos e educadores, de forma constante em nosso cotidiano, buscando atendimento psicológico em situações emergenciais. Trata-se de situações de conflito e impasse psíquico grave, chegando a casos em que há ideação suicida. A necessidade de abordar esses casos gerou uma série de atendimentos de caráter extensivo em que vimos recebendo gratuitamente, desde agosto de 2019, educadores e estudantes da comunidade acadêmica da UFF, do COLUNI e eventualmente da rede pública de ensino. O objetivo principal é acolher, oferecer acompanhamento psicológico breve e encaminhar os sujeitos em estado de extremo sofrimento, seja para rede pública ou privada de saúde. No entanto, devido à precariedade atual e insuficiência de instituições de atendimento terapêutico gratuito especializado na rede pública e à vulnerabilidade do público-alvo, sobretudo em momentos de anomia e instabilidade social, o projeto promove a construção desse espaço de escuta terapêutica.