Coordenador : Paula Land Curi
Ano: 2021
Publico Alvo : É a comunidade, tanto interna quanto externa a IFES. Isso porque o programa tem uma faceta voltada ao desenvolvimento de atividades no interior da Universidade, não sem a presença da sociedade, e outra voltada a uma construção coletiva, junto ao poder público, de participação social. Mais especificamente podemos circunscrever o público-alvo em grupos de: 1. Alunos de cursos de graduação e pós graduação da UFF interessados na temática; 2. Instituições que trabalham com mulheres e/ou direito das mulheres e/ou nas políticas públicas de saúde ou enfrentamento às violências; 3. Mulheres que tenham sido expostas à situação de violência e/ou violações de direitos que necessitam de orientações e cuidados, em especial, psicológicos. 4. Mulheres que são usuárias e/ou servidoras do sistema público de saúde, educação ou assistência social interessadas em discutir e refletir acerca das diversas situações que atravessam as mulheres brasileiras. 5. Mulheres em situação de gestação, parto e puerpério, sem excluir as mulheres que tiveram perdas fetais e abortamento. 6. O poder público representado pelas instituições parceiras 7. Grupos e coletivos organizados que discutem e/ou trabalham com foco nos Direitos Humanos, nas suas violações e possibilidades de resistência e enfrentamento. 8. Cidadãs/Cidadãos interessados em discutir a temática da mulher, a partir de uma perspectiva de gênero. 9. Cidadãs e cidadãos interessados em discutir temas relevantes à transformação social – feminismo, gênero, igualdade racial, luta de classes, direitos humanos, direitos sexuais e reprodutivos. 10. Cidadãs e cidadãos interessados pela temática dos direitos humanos, sexuais e reprodutivos.
Local de atuação: GSI
Resumo
O Programa intitulado Mulherio: tecendo redes de resistência e cuidados surgiu da necessidade de formalização da articulação entre três projetos de extensão: a) Por que também temos que falar de violência?; b) A luta pelo direito a se ter direitos e os enfrentamentos cotidianos das minorias; e, c) Promoção de cuidados humanizados às mulheres em situação de gestação, parto e puerpério. Cada um desses funciona como braço-eixo, pois, articulados, circunscrevem a atuação Mulherio com e para as mulheres. Seus nomes dão evidência às problemáticas que são tratadas: as violências de gênero, em especial contra a mulher, a maternidade, a luta por direitos humanos, sexuais e reprodutivos, e os enfrentamentos cotidianos das minorias, aqui representados pelas mulheres. São temáticas que se articulam e visam à mulher como cidadã - autônoma e protagonista de sua história. O Programa reafirma, através de seu nome, a necessidade de insurgir o termo mulherio, utilizado por um jornal feminista da década de 80. Ele pretende não só retratar as mulheres brasileiras, diversas e plurais, mas também o seu compromisso com a construção de uma sociedade mais igualitária, sem opressões, discriminações, violências e violações. A relevância deste Programa se dá pela aposta ético-política de engendrar força motriz para a mobilização social, a partir de ações que se dão no território, protagonizadas pelas mulheres, e tendo como parceria diversos atores sociais. Visa além de uma formação socialmente comprometida, a tecitura de redes de resistência e de cuidados pela a vida das mulheres.