Coordenador : Luis Antonio dos Santos Diego
Ano: 2019
Publico Alvo : Buscando contruir estimativa a nível nacional - isto pois a estratégia escolhida proporciona alcance desta natureza - encontra-se no DATASUS [tabnet.datasus.gov.br] dados que podem servir de alicerce à construção de cálculo razoável: o relatório “PROCEDIM
Local de atuação: MCG
Resumo
Em 2005 a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Universidade Harvard desenvolveram o programa World Alliance for Patients Safety e como segunda ação o Safe Surgery Saves Lives, na qual a principal ferramenta foi a elaboração e implantação mundial de uma lista de verificação de segurança cirúrgica (surgical checklist). Em 2009, o New England Journal of Medicine divulgou os resultados de um ensaio multicêntrico internacional no qual a checklist pôde ter sua efetividade verificada, confirmando-se a redução dos desfechos desfavoráveis resultantes de eventos adversos evitáveis. O impacto deste resultado fica explícito quando sabe-se que anualmente são realizadas cerca de 250 milhões de cirurgias no mundo (OMS). Destas, 7 milhões se desdobram em algum tipo de complicação pós-cirúrgica e aproximadamente um milhão culminam com a morte do paciente durante ou após a cirurgia. A OMS afirma que pelo menos metade dessas complicações e mortes poderia ser evitada se medidas básicas de segurança fossem seguidas. A checklist de segurança cirúrgica, assim como de outras práticas validadas de segurança do paciente, apesar de já serem bem difundidas nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) do Brasil, ainda não têm a adesão necessária, seja por falta de conhecimento técnico das instruções e normativas, seja por implementação dos processos de segurança. Outra importante causa é a baixa cultura da segurança nos EAS e desconhecimento dos próprios usuários dos sistemas de saúde. O objetivo primário do projeto é o uso da tecnologia para a elaboração de um canal de difusão da cultura da segurança.