Coordenador : Cecília de Souza Fernandez
Ano: 2019
Publico Alvo : Professoras e professores do ensino básico e do ensino superior; alunas e alunos da escola básica e da graduação.
Local de atuação: GAN
Resumo
Segundo a revista Nature [referência: LERBACK, Jory; HANSON, Brooks. Journals invite too few women to referee. Nature. Volume 541, Issue 7638. 2017] , a ciência continua sexista. Embora tenhamos tido progresso nas últimas décadas, mulheres cientistas continuam recebendo salários mais baixos, obtendo menos bolsas de pesquisa e são mais propensas a deixar a pesquisa do que os homens. No caso específico da Matemática, há o agravante dessa área do conhecimento ser vista, pela sociedade em geral, como uma atividade realizada por homens. Este legado nos parece ter sido culturalmente construído ao longo da história, uma vez que os professores, e os próprios pais, muitas vezes conduzem nas crianças expectativas diferenciadas sobre o que uma menina e um menino devem fazer. No caso da Matemática, normas culturais a definem como algo masculino e a crença de que a carreira científica, em especial na área de Matemática, não é para mulheres, mas para homens, independente de ter uma família constituída. O presente projeto de extensão pretende mostrar o crescimento, embora pequeno, da participação feminina em Matemática, nos grupos de pesquisas cadastrados no CNPq, como bolsistas do CNPq, e no quadro de docentes de diversas instituições de ensino e pesquisa do Brasil e do mundo. O projeto também pretende mostrar que, apesar da maior participação no sistema brasileiro de C&T, as matemáticas são menos contempladas com bolsas de produtividade do CNPq, estão sub-representadas nos cargos administrativos de diversas instituições e entre os acadêmicos da Academia Brasileira de Ciências.