Coordenador : Ana Isabel Guimarães Borges
Ano: 2019
Publico Alvo : a. Alunos da graduação do curso Licenciatura em Letras: Português-Espanhol do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense e de outras Universidades; b. Estudantes e professores do ensino fundamental, médio e superior, pessoas da comunidade i
Local de atuação: GLE
Resumo
Este projeto parte de uma perspectiva textual-discursiva, no viés sócio-interativo, que considera a língua um sistema de práticas com o qual os falantes/ouvintes (escritores/leitores) agem e expressam suas intenções com ações adequadas aos objetivos em cada circunstância...; e que toma o texto como a unidade máxima de funcionamento da língua. (MARCUSCHI, 2008). Isso implica que o texto, oral e escrito, torna-se o centro do processo de interação. Essa perspectiva nos leva a uma ótica interacional no ensino/aprendizagem em que se privilegiam o gênero (BAKHTIN, 1998) e sua tipologia. Somado a isso, tomamos como diretriz a noção de interculturalidade (RODRIGO, 2001), a partir da qual o ensino/aprendizagem de uma língua estrangeira se posiciona na esfera que privilegia o encontro e a comunicação intercultural, auxiliando na compreensão do mundo e de si mesmo, o equilíbrio das relações de poder e o fomento da consciência social. Nos valemos também do conceito de multiletramentos de ROJO (2012), que assinala as multiplicidades cultural (da população) e semiótica (de constituição dos textos), orientando-nos a expandir os parâmetros e incluir gêneros, no nosso caso, ligados diretamente à cultura dita de periferia e/ou atual cultura popular como o grafite, anime, machinema, remix, funk etc. Com isso recuperamos também GARCÍA CANCLINI (1998), que caracteriza a produção cultural urbana contemporânea a partir da desterritorialização e do descolecionamento, que leva a uma apropriação do histórico de forma totalmente diferente dos usos estabelecidos e ofertados tradicionalmente. Ler o mundo é uma estratégia que ampara elaborações e re-elaborações do estar-no-mundo.